- Servilismo:

- A falta de sentido, a falta de uma meta e objetivo tem sido o peso que nos faz correr tanto. Desde que soubemos que vivemos a uma sombra, desde que nos tornamos conscientes de um dos maiores pesos que a vida pode nos dar, nos tornamos fracos. Nietzsche já dizia que a falta de sentido ainda iria nos colocar em perigo em muitas vezes. Um dos motivos de ainda estarmos presos a um objetivo, meta e até mesmo “ter mais tempo”, é que ainda não sabemos lidar com a falta de sentido, é necessário ser grande, expansivo e até mesmo forte para conseguir impor o seu sentido de vida e segui-lo, tendo em vista que jamais devemos torna-lo fixo. A vida é uma constante mudança, transformação e destruição de objetivos, o que te apetece hoje não é o mesmo que te agradava ontem, e aqui chegamos a um ponto que devemos tomar uma plena consciência. Jamais iremos estar fixos e imutáveis, queira ou não, estamos em constante mudança, nossa pele envelhece, nosso corpo se torna frágil e nossa mente se torna fraca. - Seria necessário ser um deus para não sucumbir aos vícios e desejos dessa vida, por isso vender “tempo” e até mesmo “comodidades” tem sido fato de lucro, mas o que tem nessa superfície tão rasa? São apenas pessoas presas em si mesmas e a outros, onde, não estão dispostos de fato entrar e mergulhar, viver com a ausência de sentido. Mergulhar em uma vida onde tudo irá mudar não é algo que todos estão dispostos a entrar. Quer dizer que esses gurus têm razão? Devemos então mergulhar em suas filosofias? Não! Eles podem ate ter algum fundamento, mas, nem todos estão de fato trazendo uma transformação, a ideia de mudança vende, afinal, ela é a única coisa que de fato podemos ver, mas a transformação pode ser algo doloroso, viver com a ausência de um sentido é quase que impossível, e como diz Sêneca “há aqueles que, por um servilismo voluntário, são consumidos pelo culto aos seus superiores ingratos.”





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